domingo, 11 de novembro de 2012

Cry me a River - Gene Harris

Já aqui trouxe antes Gene Harris. Desta vez vem tocar o standard de jazz "Cry Me a River".

"Cry Me a River" é uma das mais populares torch songs. Foi escrita por Arthur Hamilton para ser cantada por Ella Fitzgerald no filme "Pete Kelly's Blues" de 1955, mas não foi utilizada. A primeira e mais famosa gravação deste tema foi em 1955, por Julie London, acompanhada por Barney Kessel na guitarra e Ray Leatherwood no baixo. A sua interpretação pela própria Julie London em 1956 no filme "The Girl Can't Help It" transformou-a num êxito.

Ella Fitzgeral vem a gravá-la também, em 1961. Outros intérpretes famosos foram Barbra Streisand, Joe Cocker, Denise Welch e Michael Buble. Esta última versão foi utilizada como tema para os Jogos Olímpicos de Inverno de 2010 em Vancouver. Uma versão existe em português, de Roberto Carlos, "Chore por mim", no seu album de estreia de 1961.

Gene Harris é acompanhado por Ray Brown no baixo e Jerryck King na bateria, sendo o tema extraído do album "Soular Energy" de 1984 do Ray Brown Trio.

As pinturas que ilustram este video são de Renata Brzozowska.



E como não gosto que nos falte nada, aqui fica neste post dedicado ao meu amigo Fernando, fã de Gene Harris, o excerto do filme "The Girl Can't Help It", em que a própria Julie London interpreta o tema com a sua voz pingando sensualidade.

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Daniel Barenboim - Sonata nº 4 de Beethoven

Chegou a vez da Sonata Nº4, em Mi b maior, Op 7, de Ludwig van Beethoven. Esta sonata, por vezes apelidada "Grand Sonata", foi dedicada por Beethoven à sua aluna Babette Condessa Keglevics.

É aqui interpretada mais uma vez por Daniel Barenboim, nos seus concertos da Staatsoper de Berlim.

Apresenta quatro andamentos:

Primeiro andamento: Allegro molto e con brio in Mi b maior



Segundo andamento .Largo, con gran espressione em Dó maior



Terceiro andamento: Allegro em Mi b maior e Mi b menor



Quarto andamento: Rondo - Poco allegretto e grazioso em Mi b maior

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Liberace - Malagueña

Mas Liberace também tocava peças vindas da música clássica.
 
Malagueña, uma peça mundialmente famosa, originalmente o sexto andamento da Suite Andalucia por Ernesto Lecuona, foi interpretada de múltiplas formas e em múltiplos estilos.
 
Neste video, retirado de um programa dos anos 60 apresentado pelo inconfundível Sammy Davies Jr, além de apreciarmos a versão de Liberace, temos ainda o bonus de ver ambos num sapateado divertidissimo.
 
 
 
 

domingo, 4 de novembro de 2012

Boogie Woogie - Liberace

Tocar piano a um nível elevado apresenta uma complexidade e uma exigência técnica tais, que se torna muito difícil comunicar de outra forma enquanto se faz "cantar " o piano.

Mas tudo o que é difícil encontra sempre o seu mestre. Hoje estou a falar de Liberace. Este pianista conseguia esse milagre: puxar pelo piano de forma exímia, enquanto agarrava a plateia com a sua assombrosa capacidade de comunicar.

Aqui fica um video ilustrativo: Liberace no seu programa de TV, em 1969, no seu estilo inconfundível, com os dedos enfeitados com diamantes, interpretando um Boogie Woogie. 




sábado, 3 de novembro de 2012

Enya - Watermark

Enya é uma compositora e intérprete irlandesa, que tem sido considerada como um dos exemplos da corrente da música "New Age".

O seu album de lançamento - "Watermark" - publicado em Setembro de 1988, foi um sucesso tremendo. A faixa mais conhecida é "Orinoco Flow".

Trago aqui a primeira faixa do album, apenas instrumental, onde o piano tem um papel de destaque.



sexta-feira, 2 de novembro de 2012

Bernardo Sassetti - A Paixão


Nem sempre a versão final de um tema é a que tem mais impacto ou carisma.

Um exemplo disso mesmo é o que aconteceu com a "Paixão" de Bernardo Sassetti escolhida por Benvindo Fonseca para integrar o projeto "Uma coisa em forma de assim".

A história como foi contada pelo próprio Berbnardo Sassetti na sua página do facebook.:

"Caros amigos, esta PAIXÃO (segundo Benvindo Fonseca) tem uma história que eu não poderei deixar de contar: quando comecei a escrever a música para o projecto UMA COISA EM FORMA DE ASSIM com a CNB, preparei um CD de inéditos e outro CD de temas já editados - para dar a cada um dos coreógrafos, de forma a encontrarmos caminhos de música em relação com a dança. De todos, o Benvindo Fonseca foi o primeiro a escolher. Este era um dos temas inéditos. Agora, reparem bem, os inéditos eram 10, gravados em estúdio, mas o CD tinha 11 faixas de música! Alguma coisa não batia certo! Pois é, este prelúdio aparece nesse CD em duas versões: uma primeira, "errada", cheia de indecisões e de "baldas", de quem procura inconscientemente no momento; e outra "correcta", isto é, o prelúdio tocado como eu achava que devia ser. O Benvindo escolheu a primeira (!!!!) para acompanhar o seu pas-de-deux que retrata o amor, a paixão, o encontro e o desencontro.
Incrível foi quando me apercebi desta situação... já era tarde demais: a coreografia estava pronta e os ensaios estavam a começar.
Fiquei em pânico porque nunca me imaginei capaz de reproduzir (em palco) essa versão "errada", indecisa e inconsciente do prelúdio. "Bolas! - pensei então. Andei eu a estudar anos para isto!"
Mas acabou tudo por correr bem, muito bem até.
Hoje já penso "Bolas! A escolha é genial..." e o título não poderia ser outro. E até já nem concebo este tema tocado de outra maneira. E a razão principal - para além da coreografia - foram os maravilhosos bailarinos com quem tive a honra de trabalhar: Vera Alves e Tomislav Petranovic (no 1º grupo); Iva Vitic e Maxim Clefos (no 2º).
Mensagem para eles: na imagem, estou só eu e o piano, mas garanto que nunca deixei de vos ver enquanto tocava em estúdio!
Obrigado a todos por me terem ajudado a dar sentido a esta música.
Com muita amizade e admiração, Bendito (Benvindo) Fonseca."

E eis o video da gravação integrada nas "Timbuktu Solo Sessions" - Sessão Nº 6.


quinta-feira, 1 de novembro de 2012

La campanella - Evgeny Kissin

Outras interpretação fundamental de Evgeny Kissin é "La Campanella" de Franz Liszt.

"La campanella" (a pequena campainha) é o nome dado ao terceiro dos seis grandes estudos de Paganini ("Grand Paganini Études"), S 141, de 1851, compostos por Franz Liszt. Esta peça é uma revisão da versão inicial de 1838 ("Études d'exécution transcendente d'aprés Paganini"), S.141. A melodia utilizada neste estudo tem origem no andamento final do "Concerto para Violino Nº2" em si menor de Paganini, onde uma pequena campainha é utilizada para reforçar o tema.

Aqui fica um video do jovem Evgeny Kissin interpretando esta peça alegre, divertida e fácil de apreciar, mas de uma exigência técnica assombrosa: "La Campanella".